Diana, ao seres desobediente, imprimes em quem te lê um impulso infinito de interpretação, como Sísifo na montanha (não será também essa a função da arte?).
Juntando isso a atribuição ao observador de arte do verdadeiro poder e não à obra em si, como diria o provocador Duchamp, a tua leitura abre novos campos interpretativos, com um mecanismo de rebentamento do tal consenso. Eu vou atrás e tento abrir novas avenidas paralelas. É essa a maravilha do teu texto: convoca, desenterra paixões artísticas com um toque ligeiro e não com um empurrão. O tal disquiet, do poeta que conhecemos.
Obrigado por isso!
Belíssima inquietação que me deixaste, não é para qualquer um, esticar o universo das possibilidades. ;)
Luís, que leitura generosa :) a desobediência “serve” para isso mesmo mesmo: não oferecer respostas, mas deslocar o peso da obra para o lugar instável do olhar. Se a arte ainda serve para alguma coisa, será para esse esforço contínuo, como dizes, quase sisífico, de interpretar sem resolver, de empurrar perguntas sabendo que voltam a cair.
Gosto particularmente da ideia de não empurrar, mas convocar. Abrir fendas no consenso é um gesto delicado, exige mais escuta do que força e se o texto inquieta, então já cumpriu a sua função mínima: não deixar o mundo exactamente no mesmo sítio :) um abraço grande!
Diana, ao seres desobediente, imprimes em quem te lê um impulso infinito de interpretação, como Sísifo na montanha (não será também essa a função da arte?).
Juntando isso a atribuição ao observador de arte do verdadeiro poder e não à obra em si, como diria o provocador Duchamp, a tua leitura abre novos campos interpretativos, com um mecanismo de rebentamento do tal consenso. Eu vou atrás e tento abrir novas avenidas paralelas. É essa a maravilha do teu texto: convoca, desenterra paixões artísticas com um toque ligeiro e não com um empurrão. O tal disquiet, do poeta que conhecemos.
Obrigado por isso!
Belíssima inquietação que me deixaste, não é para qualquer um, esticar o universo das possibilidades. ;)
Luís, que leitura generosa :) a desobediência “serve” para isso mesmo mesmo: não oferecer respostas, mas deslocar o peso da obra para o lugar instável do olhar. Se a arte ainda serve para alguma coisa, será para esse esforço contínuo, como dizes, quase sisífico, de interpretar sem resolver, de empurrar perguntas sabendo que voltam a cair.
Gosto particularmente da ideia de não empurrar, mas convocar. Abrir fendas no consenso é um gesto delicado, exige mais escuta do que força e se o texto inquieta, então já cumpriu a sua função mínima: não deixar o mundo exactamente no mesmo sítio :) um abraço grande!