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Avatar de João Azevedo

Como pessoa cuja exploração do homem pelo homem lhe faz imensa espécie, alternei nos últimos anos entre fervoroso abolicionista e empático legalizador da prostituição. Quebrado o tabu de assumir que o pudor e moralismo com que olhava para a intimidade do corpo são construções sociais que empurram quem se prostitui para a total precariedade aceitei que lutar pela dignidade era a única solução. Maravilhoso texto e desconstrução de um falso moralismo que condena as classes pobres a uma sombra que não merecem.

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Execelente texto que põem a problematizar o porquê das coisas serem como estão. Ora, o problema é moral. Dentro da neutralidade técnica em que vivemos não se assume (ou apenas com indicadores económico-financeiros) as escolhas. As drogas e o sexo são temas que devem ser moralmente desaconselháveis pela sociedade de bem que desemboca nos cidadãos de bem. Vazios, de plástico e (in)felizes, desde que não questionem está tudo bem. Resta-nos a dúvida e este empurrão para a resistência, o que ainda nos distingue humanos, Diana.

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